Orgulho e Preconceito (filme)

Baseado no livro homônimo de Jane Austen, o filme retrata a vida de cinco irmãs – Elizabeth (Keira Knightley), Mary (Talulah Riley), Jane (Rosamund Pike), Lydia (Jena Malone) e Kitty (Carey Mulligan) – na Inglaterra no período georgiano (século XVIII). Uma família pobre que vive num vilarejo comum. Um dia, a vida de Elizabeth se transforma, pois conhece numa festa o nobre Darcy (Matthew Macfadyen) e percebe-se uma forte química entre os dois. Porém, sendo de classes sociais tão distintas, o amor parece impossível de se concretizar. Ambos se rejeitam por conta de seu orgulho e preconceito, acreditando que o outro não seria seu par ideal. E a história então se desenrola com cada um deles mostrando mostrando sua verdadeira identidade, tirando-se o véu dos preconceitos da sociedade.

Uma bela história de amor que toca temas bem complexos e tenta desconstruir arquétipos que trazemos por gerações. O forte da história é a forma como esse abismo cultural e social entre os protagonistas vai se reduzindo, enquanto as situações os levam a vários encontros ocasionais. Interessante a perspectiva de que o preconceito não é apenas dos mais ricos e abastados sobre os mais pobres. E o mesmo para o orgulho, que é o alicerce mestre para que o preconceito afaste as pessoas e não tentem se conciliar.

A direção de arte é primorosa, com paisagens estonteantes e um figurino primoroso. Não à toa, o filme foi indicado nessas duas categorias no Oscar de 2006, além das indicações de melhor atriz para Keira e canção original. O filme traz ainda os brilhantes Donald Sutherland (como o pai de Elizabeth) e Judi Dench (como Lady Catherine, tia de Darcy). Daqueles filmes que vale a pena conferir.

Veja as reprises dele pelos canais da TV a cabo, pois está no ar (eu assisti ontem à noite num Telecine da vida).  

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