O futuro das relações humanas

Inspirado por uma palestra que acabei de assistir do Roberto Saracco, transcrevo aqui parte do conhecimento e questionamentos que ele trouxe a tona.

O homem levou séculos para desenvolver a comunicação falada e outros tantos para chegar a escrita e a leitura. Nos últimos dois séculos, o avanço tecnológico nos permitiu criar meios de propagar essa comunicação a distancia. Além da velocidade de entrega de cartas e comunicados escritos, veio o telefone e posteriormente o telefone móvel, o email o torpedo. Hoje, a internet é um dos principais canais de comunicação. As pessoas falam, escrevem a todo momento. Mas essas linguagens dizem tão pouco.

E a tecnologia tem avançado tanto que é bem provável que num futuro próximo as pessoas não precisem mais saber ler e escrever. O toque em telas, o envio de vídeos, as videochamadas, tudo isso pode suprimir a necessidade de se ficar digitando letra por letra, palavra por palavra. Quem sabe nossos netos e bisnetos nem precisem mais conhecer as palavras escritas...

O dialogo, a troca de sinais pode ser o suficiente. Mas não devemos esquecer que muito antes dos dialetos surgirem, o homem já se comunicava. O homem primitivo fazia a leitura dos sinais dos demais. O corpo fala muito mais que as palavras ditas ou escritas. Um olhar pode negar tudo o que está sendo dito. Uma postura corporal mostra o verdadeiro sentimento enquanto as palavras ou a voz representam uma ínfima porção da realidade. A visão, o tato, o olfato dizem muito mais que um texto escrito.

A tecnologia está se desenvolvendo de forma que as pessoas nao precisarão mais escrever e poderão trocar as mensagens à distancia. Mas será que chegaremos ao ponto da tecnologia substituir os demais sentidos? A visão periférica, o tato, o olfato... Se isso tudo for substituído pela tecnologia, as pessoas ficarão cada vez mais isoladas, vivendo uma falsa realidade. Vamos perder o contato olho no olho, o arrepio das peles que se aproximam, a paixao... Dá medo pensar nisso. Será que a tecnologia vai conseguir transpor isso tudo? Será que até mesmo a energia do pensamento se transmitira através da tecnologia? Será que o que chamamos de pressentimentos, de ligação telepática vai virar mais um produto tecnológico?

Será que seremos seres isolados dependentes apenas da tecnologia?

Prefiro o meu estilo antiquado de vida. Ver os amigos pessoalmente, ter o contato intimo, amar ou odiar quem está aqui na minha frente, ou ao meu lado...

E voce? O que pensa sobre isso?

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