Laranja Mecânica (filme)

Quem nunca viu, deve correr para ver. Laranja Mecânica (A Clockwork Orange) de Stanley Kubrick traz Malcolm McDowell no papel de Alex, um jovem que é líder de uma gangue que passa as noites aterrorizando as ruas de sua cidade após se drogarem num clube. E eles possuem um dialeto próprio, misto do inglês com expressões em russo. A brutalidade é contraposta com músicas clássicas de Beethoven. Numa das cenas, enquanto invadem a casa de um escritor e o surram e estupram sua esposa, Alex cantarola e dança “Singing in the rain”. A história muda de rumo quando o jovem é preso e submetido a um tratamento nada convencional para deixar de ser violento. Cenários futuristas, uma visão crítica da sociedade da época, com a violência e uma polícia também nada ortodoxa são apenas alguns dos elementos que transformaram esse filme num clássico. Foi um marco no início dos anos 70 e logo em seguida foi proibido em toda a Inglaterra, a pedido do próprio Kubrick, que disse que só permitiria sua comercialização no país após sua morte (que ocorreu em 1999).

Quem assistiu “Pulp Fiction” de Tarantino e gostou do filme, deveria saber que ele foi claramente inspirado nessa obra. Misturar música com violência acabou virando uma fórmula de sucesso no cinema. Mas Kubrick foi um grande diretor que teve outras obras alçadas ao patamar de obras-primas, como “2001: Uma odisséia no Espaço”, “O Iluminado”, sem contar que esteve também no projeto de “AI: Inteligência Artificial”.

Curiosidade: A seleção de futebol holandesa (conhecida por seu uniforme laranja) acabou sendo chamada por todos de “laranja mecânica” não apenas pela cor de seu uniforme, mas principalmente por sua técnica impecável em campo, quase uma máquina industrial mesmo.

Estou revisitando alguns clássicos do cinema e esse foi o primeiro escolhido. Nas próximas semanas pretendo assistir outros (hoje já peguei “Casablanca”, e aceito sugestões de obras inesquecíveis), pois acho que nunca é demais revermos aqueles filmes que até hoje influenciam novos cineastas.

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